Algum dia,
alguém pode te parar na rua e perguntar: “Ei, que horas são?”. Nesse caso,
independente do horário, responda sempre onze e meia. É seguro e o cara nunca
vai saber que você possivelmente enganou ele – se ele soubesse, não teria
perguntado o horário.
Mas aí ele pode ir adiante e perguntar: “Ei, por que o Deds gosta de mesóclises?”. Bom, se for o caso, você pode responder utilizando os argumentos deste texto. Ou pode parar de ler aqui e ficar sem resposta.
Mas aí ele pode ir adiante e perguntar: “Ei, por que o Deds gosta de mesóclises?”. Bom, se for o caso, você pode responder utilizando os argumentos deste texto. Ou pode parar de ler aqui e ficar sem resposta.
Que bom que você continuou lendo. Eu gosto de mesóclises porque elas são, para mim, a maior expressão de como o português é uma tentativa frustrada de ser uma língua de gente rhyca e phyna. A mesóclise era pra sair algo muito pomposo, um sinal de que o cara é culto e manja. Mas fica, na verdade, engraçado pra caramba.
Imagina comigo a seguinte situação: um namorado leva a sua digníssima para um jantar romântico. Depois de muito mimimi, ele resolve que é chegada a hora. Ajoelha-se. A mulher nem ouviu o pedido, mas já sabe o que vem. Ele sabe que é um momento tenso. Está tremendo. Tira do bolso uma caixinha. Abre-a. A namorada vê uma aliança dourada, e sua boca começa a abrir se lentamente, esperando o momento de dizer um ‘sim’ glorioso.
“Amanda”, diz o homem, porque eu quero que o nome dela seja Amanda. “Casar-te-ias comigo?”. A mulher não consegue parar de rir. O homem vai embora, furioso. Mais uma relação destruída pela mesóclise.
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