21 julho 2014

Lembrar-nos-emos deste dia!

O dia 18 de Julho de 2014 certamente permanecerá na memória destes que vos escrevem por uma infinidade de anos. Talvez nunca seja esquecido, aliás. Dia este que fora aguardado ansiosamente por muito tempo. O dia em que vimos, ao vivo, nossos ídolos da música evangelística - sim, e não Gospel, afinal, esse termo é meramente comercial, da Banda Resgate.

Depois de uma viagem deveras dificultosa, separados por alguns quilômetros e em carros diferentes, juntamo-nos todos no Shopping Neumarkt, para alimentarmo-nos e termos comunhão num breve período de espera pelo show vindouro. Após isso, seguimos até a Igreja Luterana de Blumenau, após termos ansiado por um passeio em meio aos túmulos e cadáveres do Cemitério. Fotos aqui, fotos acolá, tomamos assento nos carros da caravana e seguimos, com destino ao local do show.
 

Devidamente alimentados e nutridos, e após uma visita igualmente virtuosa à Livraria Catarinense, tomamos o nosso rumo ao aguardado show. A nossa chegada provou-se bastante antecipada, o que aumentou consideravelmente a ansiedade dos rapazolas aqui presentes e de seus amados amigos, cujas presenças abrilhantaram sobremodo o nosso dia. Foram quase duas horas entre a chegada ao colégio onde o show realizar-se-ia e o momento em que os músicos subiram ao palco.

Uma vez com os instrumentos na mão, eles não nos decepcionaram. O Resgate tocou várias músicas clássicas de seu repertório, que fazem parte do nosso dia-a-dia, como ‘5:50 AM’ e ‘Jack, Joe and Nancy in the Mall’, além de outras que fazem parte da nossa vida musical na igreja, como ‘Palavras’ e 'A Hora do Brasil'.

O mais importante, para a surpresa dos simpáticos garotos que aqui escrevem, não se deu na música, mas sem ela. Todos os membros mostraram simpatia ao conversar conosco, disporem-se a tirar fotos e até mesmo pedir um autógrafo para o Robson. Um exemplo de humildade: pessoas mais simples que nós, com sucesso incon(tes)tavelmente maior.

Ainda depois do show, tivemos a oportunidade de saborear mais um lanche antes da volta para casa, já na calada da noite. Fica a certeza: voltamos de barriga cheia e coração ainda mais cheio pelo que vimos e ouvimos. Apesar de o Deds ter se acometido de uma enfermidade e de o Vini já ter sido testemunha de outros shows de bandas que admira, o dia 18 marca-nos o coração. Certamente, lembrar-nos-emos!

Que horas são?

Algum dia, alguém pode te parar na rua e perguntar: “Ei, que horas são?”. Nesse caso, independente do horário, responda sempre onze e meia. É seguro e o cara nunca vai saber que você possivelmente enganou ele – se ele soubesse, não teria perguntado o horário.

Mas aí ele pode ir adiante e perguntar: “Ei, por que o Deds gosta de mesóclises?”. Bom, se for o caso, você pode responder utilizando os argumentos deste texto. Ou pode parar de ler aqui e ficar sem resposta.

Que bom que você continuou lendo. Eu gosto de mesóclises porque elas são, para mim, a maior expressão de como o português é uma tentativa frustrada de ser uma língua de gente rhyca e phyna. A mesóclise era pra sair algo muito pomposo, um sinal de que o cara é culto e manja. Mas fica, na verdade, engraçado pra caramba. 

Imagina comigo a seguinte situação: um namorado leva a sua digníssima para um jantar romântico. Depois de muito mimimi, ele resolve que é chegada a hora. Ajoelha-se. A mulher nem ouviu o pedido, mas já sabe o que vem. Ele sabe que é um momento tenso. Está tremendo. Tira do bolso uma caixinha. Abre-a. A namorada vê uma aliança dourada, e sua boca começa a abrir se lentamente, esperando o momento de dizer um ‘sim’ glorioso.

“Amanda”, diz o homem, porque eu quero que o nome dela seja Amanda. “Casar-te-ias comigo?”. A mulher não consegue parar de rir. O homem vai embora, furioso. Mais uma relação destruída pela mesóclise. 

17 julho 2014

Mesoclisar-te-emos

Há, certamente, muitos mistérios que circundam a vida humana. O homem nunca soube muita coisa, desde o movimento das estrelas à reprodução das bactérias. Mas de todos os mistérios que me rodeiam, dois certamente têm destaque: o porquê de eu e o Vini criarmos esse blog e o porquê de você estar lendo-o agora.

Como não posso responder à segunda pergunta, vou responder à primeira. Essa humilde página de internet surgiu após uma constatação: eu o Vini escrevemos textos. Eu e o Vini não os publicamos. Eu e o Vini queríamos publicá-los. Eu e o Vini publicá-los-emos juntos, então.

Espero que a pessoa que entre aqui não o faça com altas expectativas, pois talvez não encontre o que procura. Mas, se é do seu interesse ler os textos aleatórios aqui depositados, por dois escritores cheios de boa vontade, mas de técnica nula, seu bom coração me comove e eu lhe agradeço pelo tempo perdido aqui. 

Um abraço e ótimas leituras,
André Deggau